quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Após dez anos nas ruas Roseli encontrou o Bom Samaritano


Roseli do Carmo Kosloski, 48 anos, saiu de Bom Jesus, no Oeste de SC, e veio sozinha em busca de ajuda no Bom Samaritano. Sem a confiança da família, encontrou uma amiga que conhecia o trabalho da instituição e lhe pagou a passagem de ônibus para a Capital. Quando chegou à cidade, procurou a igreja Assembleia de Deus e, de lá, foi encaminhada ao Desafio Jovem através da Assistência Social da Prefeitura. Pela bondade e planejamento divinos, havia uma vaga na Casa e ela foi recebida no mesmo dia.

Roseli morava em Foz do Iguaçu, no Paraná, era casada e mãe de quatro filhos quando o marido saiu de casa e foi viver com uma amante. “Entrei em depressão e tentei o suicídio por quatro vezes”. Depois disso, procurou refúgio nas drogas, vício que havia conhecido ainda na sua juventude. “Antes de casar eu já fumava maconha, mas parei porque meu marido não usava, e depois que ele foi embora com a amante eu passei a usar de novo”.

Ela conta que dormiu nas ruas por quase 10 anos. “Comecei na maconha e parei na pedra (crack). Só parei porque entrei no Bom Samaritano, senão já estaria podre no cemitério”. Após uma década de miséria e mendigando, resolveu mudar-se para perto dos familiares. “Eu vim de Foz do Iguaçu para Bom Jesus em busca dos meus parentes, mas eles fecharam as portas, porque não acreditavam mais em mim. Eu pegava as coisas de dentro da casa deles e vendia para comprar droga”.

Sem mais forças para lutar sozinha, encontrou-se com a amiga que lhe falou do Bom Samaritano e pagou a passagem para Florianópolis. “Quando ela chegou não conversava com ninguém, não sorria, era muito revoltada. A gente chegava perto dela e ela empurrava”, conta a coordenadora, Margarida Borges. “Eu era um bicho do mato, não sabia conversar, agredia as pessoas com palavras e era muito nervosa”, confirma Roseli, que chegou muito depressiva e também tinha problemas de dicção, não conseguia falar direito.

No dia 07 de fevereiro completaram-se os nove meses de tratamento determinados pela Casa, e antes de retornar para a família, em Bom Jesus, a mulher que não falava com ninguém foi ao programa de rádio do Bom Samaritano testemunhar. “Estou saindo recuperada para honra e glória do nome do Senhor Jesus. Quando entrei aqui estava toda quebrada, cheia de problemas de saúde, viciada em drogas, mas aprendi a palavra de Deus e hoje estou completamente livre. Por mim, ficava aqui para o resto da vida, porque este lugar é tão bom e maravilhoso, mas eu preciso ir e dar lugar a outras mulheres que querem conhecer a Jesus”.

Ela relatou que tinha problemas nas pernas e quase não podia caminhar, mas agora está curada: “Posso até correr se for preciso”. Aproveitou também para agradecer. “Agradeço aos que oram por nós e a todos os contribuintes, aos mantenedores fiéis que ofertam todos os meses. Quero pedir que continuem ofertando porque esta Casa precisa permanecer de portas abertas para receber as pessoas que chegam sem esperança, sem vontade de viver, como eu cheguei, e hoje estou saindo recuperada”.

A coordenadora Margarida descreve uma mudança radical na vida de Roseli. “Vemos ela aqui bonita, limpinha, bem arrumada, com o brilho do Espírito Santo em seu rosto e ficamos sem palavras para agradecer ao Senhor, isso não tem dinheiro que pague. Hoje ela prega a palavra de Deus e é mais um fruto do trabalho”.

Roseli reconquistou a confiança da família e volta para morar com eles em Bom Jesus - SC. Os parentes enviaram a passagem para que ela retornasse ao lar. “Vou recomeçar a minha vida e me integrar de novo à sociedade. Tô muito alegre, muito feliz e vou embora totalmente diferente do que eu entrei. Aqui conheci a Jesus e ele restaurou a minha saúde e transformou a minha vida”.

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